Home Data de criação : 09/06/14 Última atualização : 11/10/17 18:30 / 24 Artigos publicados

Foto do show de lançamento do livro - Sopro & Cordas, Tavito e Clodo  (GALERIA DE FOTOS) escrito em quinta 17 junho 2010 13:55

Blog de soproecordas :SOPRO & CORDAS, Foto do show de lançamento do livro - Sopro & Cordas, Tavito e Clodo
permalink

Foto do show de lançamento do livro.  (GALERIA DE FOTOS) escrito em quinta 17 junho 2010 13:49

Blog de soproecordas :SOPRO & CORDAS, Foto do show de lançamento do livro.
permalink

Fotos do show de lançamento do livro "Então foi assim? 2"  (GALERIA DE FOTOS) escrito em quinta 17 junho 2010 13:46

Blog de soproecordas :SOPRO & CORDAS, Fotos do show de lançamento do livro 'Então foi assim? 2'
permalink

SOPRO & CORDAS NA CAIXA CULTURAL  (AGENDA) escrito em segunda 14 junho 2010 18:15

 

Lançamentodo Livro Então foi Assim? Volume 2



RELEASE

Shows de lançamento do livro ENTÃO FOI ASSIM?- OS BASTIDORES DA CRIAÇÃO MUSICAL BRASILEIRA – VOLUME 2, DE RUY GODINHO

Corra e Olhe o Céu (Cartola e Dalmo Castello)

“Eu sei que, de repente, eu e o Cartola estávamos ali, sem cerimônia nenhuma. Eu não tinha uma curiosidade maior, por que eu vivia dentro desse mundo. Então ele para mim não tinha aquela importância que todos davam. Talvez a minha falta de cerimônia nos tenha aproximado mais. E eu sei que, de repente, a Maria Helena, que é uma mulher lindíssima, que foi destaque da Mangueira, adentrou a sala”, recorda-se Dalmo.
Fim de tarde, cerveja com conhaque, violão, poesia, feijoada. Entra na sala uma mulher bonita... linda/ no que se apresenta/o triste se ausenta/fez-se a alegria... Nascia a primeira parceria musical de Cartola com Dalmo Castello: Corra e Olhe o Céu.

Esta e mais 61 histórias do surgimento de sucessos do cancioneiro popular brasileiro, estão presentes no Volume II do livro Então, Foi Assim? Os bastidores da criação musical brasileira, de autoria de Ruy Godinho, que será lançado em shows nos dias 15 e 16 de junho, no Teatro da Caixa Cultural (Setor Bancário Sul Quadra 4 Lote 3/4) às 20h. Os ingressos custam R$ 20 a inteira.

O livro é o resultado de uma pesquisa que Godinho iniciou em 1997, quando produzia o programa Estação Brasil, na rádio Cultura/DF. Em 2006, com um acervo de 200 músicas pesquisadas, ele começou a escrever o Volume I, composto de 80 histórias, lançado em abril de 2008 em show bastante concorrido, também no Teatro da Caixa, patrocinadora do projeto. O livro desvela as emoções, situações e motivações que seus autores tiveram no momento da criação. Assim como os processos criativos e relações de parcerias. Estão presentes neste volume as histórias de Atrás da Porta (Francis Hime e Chico Buarque), Feitio de Oração (Vadico e Noel Rosa), Pavão Mysteriozo (Ednardo), Na Rua, Na Chuva, na Fazenda (Hyldon), Eu Só Quero Um Xodó (Dominguinhos e Anastácia), Você Abusou (Antônio Carlos e Jocafi), Coração de Estudante (Wagner Tiso e Milton Nascimento), Meu Mundo e Nada Mais (Guilherme Arantes) e outras.

Participarão como intérpretes no show de lançamento: Sandra Duailibe, Leonel Laterza, Nilson Lima, Ellen Oléria e Myrlla Muniz. Participações especiais do Sopro & Cordas, Clodo Ferreira, Tavito e Celso Viáfora (este somente no dia 16.06.10).

A banda de base é formada por: José Cabrera (piano, direção musical e arranjos), Alberto Sales (violão e guitarra), Oswaldo Amorim (contrabaixo) e Leander Motta (bateria).

O projeto é patrocinado pela CAIXA e tem apoio cultural do SESC e do Sindilegis. O livro estará a venda no local no valor de R$ 25.


Repertório:
Revelação (Clésio e Clodo Ferreira)
Atrás da Porta (Francis Hime e Chico Buarque)
Certas Canções (Tunai e Milton Nascimento)
Brasil (George Israel, Nilo Romero e Cazuza)
Festa do Interior (Moraes Moreira e Abel Silva)
Um Dia Um Adeus (Guilherme Arantes)
Rua Ramalhete (Tavito e Ney Azambuja)
Não Vou Sair (Celso Viáfora)
Texto de apresentação do livro:
E o volume dois? E o volume dois? E o volume dois?
Depois que lancei o Então, Foi Assim? A origem de 80 sucessos da música brasileira - Volume I, em abril de 2008, passei a ouvir esta pergunta, por telefone, por e-mail, no Orkut, pessoalmente... Cadê o volume dois?
Foram tantas vezes, que percebi que havia criado um monstrinho, que iria acabar me fazendo largar quase tudo pra cuidar dele. O livro, lançado com o intuito apenas de compartilhar uma pesquisa, se impôs pelas circunstâncias. Senti que entrei numa fria, igual a adolescente que engravida inesperadamente e a mãe logo avisa: “Fez, agora vai ter que cuidar.”
Deixei muita coisa pra depois. Sumi da noite, dos bares, dos shows, dos encontros com amigos, pra elaborar o tal volume II. Até porque a atividade como escritor ainda não me permite botar o leite na boca das crianças e tem que ser exercida apenas nas horas livres. Geralmente entre meia-noite e seis da manhã, nos fins de semana e feriados.
Foram dezenas de entrevistas com compositores em diversas cidades brasileiras, dezenas de livros consultados, dezenas de sites visitados, para conseguir reunir mais sessenta e duas boas histórias.
Aqui faço uma pequena consideração sobre este volume: O subtítulo foi alterado para Os Bastidores da Criação Musical Brasileira. Excluí o termo “sucessos”. Cada um tem o seu conceito sobre o tema e eu não desejo impor o meu.
Aproveito para falar dos critérios de inclusão. Todas as histórias de músicas presentes neste volume foram as que a pesquisa alcançou. Não são histórias minhas, são dos compositores. Se existe mérito do pesquisador/escritor é o de recontá-las, adicionando detalhes e o tempero que tornam o livro leve sem ser vulgar, didático e saboroso, o que nem sempre é uma associação viável.
E agora, com a sensação do dever cumprido e em consideração ao carinho de todos que me perguntaram, faço questão de encher o peito e dar uma resposta coletiva: Taí o volume II!
SERVIÇO:
Show de lançamento do livro Então foi assim? 2 Os bastidores da criação musical brasileira- Volume II
Datas: 15 e 16 de junho/2010
Local: TEATRO DA CAIXA CULTURAL (Setor Bancário Sul Quadra 4 Lote 3/4)
Horário: 20h
Patrocínio: CAIXA
Apoio Cultural: SESC e Sindilegis
Ingressos: 20,00 (inteira)

Apresentação e direção geral: Ruy Godinho
Produção: ABRAVIDEO
Produtoras: Aryane Sánchez e Ana Cândida Pena
Fotos: Valéria Carvalho
CONTATOS:
Ruy Godinho: 3349-5656/8116-1860 - E-mail: ruygodinho@abravideo.org.br
Ana Cândida: 8457-9457 - Email: anacandida@abravideo.org.br
Aryane Sánchez: 8205-4843 – Email: aryane@abravideo.org.br

permalink

Sopro e Cordas, quem são esses cantores?  (ARTIGOS) escrito em quarta 09 dezembro 2009 20:17

Olha gente, esse negócio de Blog me assusta um pouco, mas acho que eu posso me acostumar. Penso que há um momento certo no tempo em que as coisas acontecem e você nem sempre se sente preparado para elas.

Eu acho que é este o estado de espírito em que me encontro ao começar a escrever este texto.

O casamento, o nascimento dos filhos, um novo trabalho, a perspectiva de um novo projeto, a vida nos marca com esses sinais que eu acredito serem verdadeiros milagres!

Minha missão aqui neste texto é falar da história da vida de um grupo de sonhadores, que tendo o cantar como ferramenta busca construir uma singela obra de existência.

Lembro-me das incontáveis apresentações que fizemos levando como paga somente o prazer de estar cantando, isso sempre foi o nosso maior patrimônio: o prazer de cantar.

E a vida? Como levar? Como pagar as contas? Como lidar com a realidade? Bem, tivemos sorte, temos o trabalho “real”, cada um de nós num órgão público diferente. Bom seria viver do nosso canto, mas isso é somente uma doce utopia.

Hoje, meio cinquentões, olhamos para trás e pensamos: o que fizemos de nossas vidas?

Bem, vou tentar falar da vida de cada um desses cantores, sem o compromisso de ser cem por cento fiel à verdade, pois, como somos amigos, costumamos tolerar os excessos uns dos outros.

Vou começar pelo mais fácil, falando de mim mesmo. Eu entrei na história do Sopro e Cordas há mais de trinta anos, quando me juntei a eles para cantar nas missas da nossa Paróquia.

Foi um tempo de grande aprendizado, foi ali que firmei a convicção de que o canto sem a alma é um canto morto. Desde então esta convicção ficou impregnada em mim, embora não saiba se a reproduzo no meu canto, mas eu tento. E chega de falar de mim.

O “Sopro”.  Essa é a Helena e a sua deliciosa flauta transversal. Uma mulher corajosa que veio quebrar a rigidez masculina desse grupo. Sua alegria no palco faz parecer que a vida é maravilhosa, que aquele momento é único e que estamos ali para exalar o perfume da harmonia. É um show.

Quem a vê assim não sabe a seriedade e profissionalismo com que ela encara o seu trabalho. Nós não ousamos chamá-la para os nossos ensaios enquanto todos não tiverem com os arranjos memorizados, destilados, avalizados...

Ela tem o seu caminho próprio, mas sua ligação conosco é muito forte. Quem ouve a música “Lambari”, que ela compôs em homenagem à cidade mineira homônima, pode sentir o que vai pelo coração dessa mulher instrumentista, compositora e poetisa. Talvez ela nos veja como “...meninos... brincando cobertos de poeira...”.

Se eu pudesse definir o Misael, personagem fundamental dessa história, eu o definiria como um grande mestre da música. Econômico nas palavras, mas poeta sensível e inspirado. Músico virtuoso, arranjador incrivelmente talentoso consegue vestir músicas simples com trajes de rara beleza. Eu o conheci pelos idos dos 70, tempos difíceis, mas de grande ebulição cultural.

Um amigo com “a” maiúsculo, é daqueles para todas as horas. Um ouvinte paciente e capaz de compreender nossos erros mais escabrosos. Conhece como poucos os segredos da música. As suas composições têm um quê de humanidade e de beleza, próprio daqueles autores que têm um profundo sentimento de mundo: Chico Buarque, Drummond... Em síntese: para mim ele é um grande talento com o qual a gente muito aprende, digno de admiração e aplauso.

O Boréu, nosso cantor e percussionista, pernambucano valoroso, consegue tirar de um único instrumento, o seu inseparável djembê (instrumento originário da Guiné, África Ocidental), a sonoridade de uma bateria com múltiplos recursos.

Rivaldo (é nome de “Pia” do Boréu) não se conforma com injustiças. Esse lutador empedernido é líder comunitário, sindicalista, bom de conversa.

Na sua persistência consegue dar vida a muitos dos seus sonhos, e se tem alguém a quem devemos creditar a viabilização do projeto do nosso último CD esse alguém é o Rivaldo.

Ele é uma pessoa de personalidade forte, mas por trás dessa aparente rudeza há um homem preocupado com o sofrimento dos outros, bom pai, bom filho, bom esposo, grande músico, grande amigo.

O Boréu chegou ao Sopro e Cordas pelo talento do seu trabalho, pela singularidade da sua percussão, já reconhecida por nada mais nada menos que Naná Vasconcelos e o maranhense Papete, com o qual realizou alguns shows.

Uma voz. Assim eu posso qualificar o Aldécio. Alma de poeta, foi chegando como quem não quer nada e foi ficando.

“A voz” gosta da vida, é meio ”natureba”, acha que a vida cabe num único dia, e sendo assim é preciso viver tudo sem se preocupar se haverá amanhã. É um exercício de paciência para nós, pois o seu tempo não é o tempo que nós mortais vivemos, o tempo dele é alguma coisa à parte. Sua voz aguda e límpida tem uma qualidade rara, é um verdadeiro cantor.

Este menino tem mesmo o seu valor, tem uma coragem espantosa, é um verdadeiro “jumper”. É capaz de verdadeiros saltos no escuro.

Mas como é possível reunir essas pessoas para produzir uma coisa em comum chamada música? Não é fácil mesmo!!!

Acontece que a música é um elo forte e não fosse por ela o Sopro e Cordas já não existiria há muito tempo. É muito difícil para quem já está habituado a um “timbre” acostumar-se com outro ou outros, ainda mais quando se é um quarteto vocal.

Temos uma espécie de “democracia corinthiana” que nos governa, no entanto, possuímos um ditador, o nosso maestro Misael, que ouve todos, mas só faz aquilo que pacientemente a sua sensibilidade manda. Não ousamos questionar, pois ele sempre tem mesmo razão, e vivemos muito bem assim: caminhando e cantando.

Para mim, falar da história do Sopro e Cordas é falar um pouco da personalidade desses artistas, completamente diferentes uns dos outros, mas quando se reúnem para cantar tudo parece se harmonizar, e, mesmo que por pouco tempo, nos tornamos música, esta linguagem que de certa forma sublima nossa existência, apaga um pouco os nossos defeitos e nos faz sentir criaturas melhores.

Seria para mim muito enfadonho criar aqui uma cronologia, com números e datas, fatos e acontecimentos. Achei melhor falar um pouco do que somos e do que sonhamos e partilhar com aqueles que também sonham, especialmente se este sonho incluir beleza, sensibilidade, harmonia e música.

Bom, eu vou parar por aqui. Quem sabe numa próxima oportunidade eu conte mais um pouquinho...?

Um abraço,

 

Nelson Ribeiro

 

permalink
|

Abrir a barra
Fechar a barra

Precisa estar conectado para enviar uma mensagem para soproecordas

Precisa estar conectado para adicionar soproecordas para os seus amigos

 
Criar um blog